Crescimento expressivo das reservas líquidas
O Banco Central da Bolívia (BCB) informou que as reservas em dinheiro cresceram de US$ 70 milhões em novembro para US$ 580 milhões em dezembro de 2025. Esse aumento ocorreu logo após a posse do novo governo e reflete mudanças na gestão fiscal.

O BCB também mantém a política de não atuar como “caixinha” do Governo central, evitando conceder créditos fora do planejamento fiscal.
“O total de reservas do país em dezembro é de US$ 3.713 milhões. US$ 3.133 milhões estão em ouro, que não podemos usar, e US$ 580 milhões estão disponíveis livremente. Quando assumimos o governo, havia apenas US$ 70 milhões”, explicou o presidente do BCB, David Espinoza.
Impacto das reformas fiscais
O aumento das reservas reflete a implementação da “nova receita” do governo. Por exemplo, o fim do subsídio aos combustíveis reduziu significativamente os gastos do Estado. Além disso, o governo passou a aplicar os recursos de organismos internacionais em investimentos estratégicos, e não mais em despesas correntes.
Espinoza destacou: “O fim do subsídio reduziu as operações de importação de combustíveis mais do que o previsto. Portanto, tivemos menos necessidade de desembolsar divisas”.
Créditos públicos no passado
Espinoza afirmou que, durante mais de 10 anos, o crédito concedido a empresas públicas foi usado de forma inadequada, prejudicando a população. Ou seja, os recursos do BCB financiaram projetos deficitários, deixando dívidas para o Estado.
Situação atual e perspectivas
Até 9 de janeiro de 2026, as reservas líquidas alcançaram US$ 488 milhões.
O governo de Rodrigo Paz planeja fortalecer as reservas estimulando as exportações. Além disso, o país receberá aportes de organismos internacionais, incluindo US$ 3.500 milhões da CAF e US$ 4.500 milhões do BID.
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