Prazo da Asosur vence e setor mantém pressão
A Associação Departamental de Proprietários de Postos de Combustíveis Derivados de Hidrocarbonetos (Asosur Santa Cruz) deu ao Governo e à Agência Nacional de Hidrocarbonetos (ANH) um prazo de 48 horas, que já começou a contar. Enquanto isso, o setor mantém estado de emergência e espera respostas imediatas.
Principal demanda: revogação da resolução 051/2024
A Asosur exige que o Governo e a ANH revoguem imediatamente a Resolução Administrativa 051/2024, criada na gestão anterior. Essa norma obriga qualquer posto que queira vender combustível importado a abrir mão do contrato com a YPFB.
Além disso, a gerente da Asosur, Susy Dorado, destacou que o setor também solicita que todo combustível importado receba certificação de qualidade e que o papel das estações de serviço seja respeitado.
Assembleia definirá próximas medidas
“Estamos em estado de emergência. Todas as decisões saem da assembleia e serão cumpridas”, disse Dorado, confirmando que a reunião ocorrerá nesta quinta-feira.
O conjunto de demandas da Asosur inclui ainda:
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Aplicar normas internacionais de qualidade para todos os combustíveis.
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Garantir respeito irrestrito à Lei 3058.
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Revisar urgentemente a estrutura de custos do GNV.
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Liberar processos pendentes na ANH.
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Obter resposta do Ministério de Hidrocarbonetos sobre biocombustíveis.
ANH mantém silêncio
No entanto, a ANH não respondeu publicamente nem atendeu às solicitações da imprensa. Como resultado, o prazo de 48 horas segue correndo, e o setor mantém a pressão sobre o governo.
Além disso, caso o Governo e a ANH não atendam às demandas, a Asosur avisou que poderá recorrer a protestos.
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